PONTA PORÃ

Gerente da máfia dos cigarreiros, ‘Toro’ é condenado a mais de 26 anos de prisão

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Ele fazia a mediação entre os patrões e outros membros da organização

Fabiano Signori, o ‘Toro’, considerado gerente da máfia dos cigarreiros e alvo da  da  foi condenado a mais de 26 anos de prisão. A sentença é do juiz federal Ney Gustavo Paes de Andrade, do início de fevereiro.

O processo dos réus da Nepsis, que envolve patrões e gerentes da máfia dos cigarreiros, foi desmembrado. No procedimento original restaram 21 réus, condenados em janeiro e há ainda as ações desmembradas contra Fabiano Signori e Fabio Costa, condenado a 39 anos. Também há servidores de Segurança Pública que serão julgados pela Auditoria Militar.

Conforme a sentença, Fabiano foi condenado a 26 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, além do pagamento de 220 dias-multa, em regime fechado. Ele era considerado gerente da máfia dos cigarreiros, uma das principais organizações criminosas de contrabando de cigarros, que entravam do  para o Brasil por Mato Grosso do Sul.

Como gerente, o réu tinha como função estabelecer o elo entre os patrões – Ângelo Guimarães Ballerini, Valdenir Pereira dos Santos e Fabio Costa –  e os demais integrantes da organização criminosa. Também cumpria função de recrutar ou demitir outros membros e organizar o transporte de cargas, além de manter contato com policiais.

A investigação teve início quando a corregedoria da  constatou que alguns dos seus policiais estavam envolvidos com o contrabando de cigarros. Foi solicitado apoio e a investigação da  para que fossem atingidos na ação também os demais integrantes da organização criminosa que não fazem parte da instituição.

Com o objetivo de desarticular organização criminosa de grande porte especializada no contrabando de cigarros e combater a corrupção policial que facilita o contrabando, a Polícia Federal deflagrou em 22 de setembro de 2018 a operação em cinco Estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da Organização Criminosa, encontram-se policiais da , da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul.

Só em 2017, acredita-se que os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 (mil e duzentas) carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e . Os valores em mercadorias contrabandeadas atingem cifras superiores a R$ 1,5 bilhão (um bilhão e meio de reais).

Foram apreendidas grande quantidade em dinheiro em resort, casas, e apreendidos carros e embarcações de luxo, além de armamento pesado e cargas de cigarros contrabandeados.

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