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Reinaldo propõe adiar ICMS para bares e restaurantes, mas setor espera por mais benefícios

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Entidades avaliam iniciativa como positiva, mas apontam necessidade de abertura de crédito

Adriel Mattos e Renata Volpe Publicado em 15/04/2021, às 15h12

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Foto ilustrativa | Tomaz Silva, Agência Brasil

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (15) o adiamento por 90 dias da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de bares e restaurantes. Para entidades que representam o setor, o benefício é bem-vindo, mas precisa integrar um pacote de ajuda.

Após esse prazo de três meses, o governo vai permitir que o empresário parcele o tributo devido em 12 vezes. A medida beneficia 6.746 estabelecimentos no Estado e atende reivindicação do setor, da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e de deputados estaduais.

Os empresários amargam baixo lucro e até prejuízos devido às restrições impostas durante a pandemia de Covid-19. Para o presidente da Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso do Sul), Juliano Wertheimer, a forma de como o benefício está sendo oferecido não é a ideal.

“Não é anistia, é a suspensão do ICMS por 90 dias, vão deixar de cobrar dos empresários e depois parcelar esse valor, ainda não está certo, o governo vai decidir”, avalia.

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Apesar disso, Wertheimer diz que iniciativa já traz alívio ao setor, mas espera mais do governo. “Temos outros pleitos que estão sendo discutidos entre os vários, tem a suspensão, a isenção do imposto. Mas atende o setor, isso é bom para nós e vemos com bons olhos e dá fôlego. Muitos empresários não estavam pagando o ICMS e agora vão poder se organizar”, disse.

Já o presidente da CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila, elogiou a proposta. “Finalmente recebemos esse apoio. Recebemos com alegria, pois não tínhamos nada. O setor já está sofrendo há um ano, tende a enfrentar mais dificuldades, mas já atende a demanda”, afirmou.

Vila, porém, ressaltou a necessidade do Estado interceder para ampliar a oferta de crédito. “Uma coisa não isenta outra. O governo precisa ajudar com linhas de crédito, principalmente para os estabelecimentos noturnos. Essa primeira medida é muito bem-recebida, mas precisamos evoluir com o crédito. Na condição atual, os bancos não liberam devido ao score baixo desses que estão com menos movimento, então precisamos dessa garantia do governo”, finalizou.

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