PONTA PORÃ

Embaixadora se encontrará com imigrantes para ‘Raio-X’ de venezuelanos em Dourados

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Por Adriano Moretto e Thalyta Andrade

A agenda da embaixadora da Venezuela no Brasil, Maria Teresa Belandria, em Dourados, contará também com uma reunião junto de líderes dos imigrantes daquele país na intenção de realizar um ‘raio-x’ da situação que esses refugiados se encontram no município. 

Em entrevista ao Dourados News na manhã de hoje (20/5), ela disse que a intenção é conhecer de perto a forma como estão vivendo na cidade. 

“A primeira situação é conhecer e escutar o que está acontecendo em Dourados. Moro em Brasília (DF), as realidades são diferentes. Queremos [governo da Venezuela] saber, quantos [refugiados] estão legais e os ilegais para criar uma estratégia com as autoridades”, disse, antes de entrar no CAM (Centro Administrativo Municipal) para agenda com o prefeito Alan Guedes (PP), secretariado e vereadores.  

Um encontro está agendado para as 17h numa espécie de ‘casa apoio’ usada pelos refugiados. As conversas continuam amanhã (21/5). 

A embaixadora também citou a intenção colher mais informações sobre os venezuelanos que vieram no início da Operação Acolhida, promovida pelo Governo Federal em 2018. De acordo com o ‘Mapa da Interiorização’, são 2.558 pessoas morando legalmente no município – o que mais recebeu venezuelanos no interior do Brasil -, atuando em vários setores como construção civil e indústria de transformação. 

“É a primeira vez que a embaixada vem a Mato Grosso do Sul e eu precisava vir a Dourados. Há muitos venezuelanos que chegaram aqui desde a interiorização na Operação Acolhida para atuar em frigoríficos. Infelizmente uma nova imigração ocorreu de pessoas que não têm documentos. Então estou conhecendo de perto o que acontece”, relatou. 

Ontem, Maria Teresa esteve em Campo Grande e se reuniu com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 

Ao chefe do Executivo estadual, ela solicitou apoio para regularizar os imigrantes que entraram de forma ilegal no país e residem no Estado, além de ajuda em relação à segurança pública. 

O receio da Embaixada é que os venezuelanos ilegais sejam aliciados por facções criminosas que atuam no Brasil. 
 

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