A manhã deste sábado (19) em Campo Grande, também foi marcada pelo 19J, em mais uma manifestação contra o governo federal, em especial protesto pela saída do presidente Jair Bolsonaro, da Presidência da Republica. O manifesto também é a favor da Vacinação contra Covid e pede, como de outras vezes, “Vacina Já” e “Vacina para todos” o mais rápido possível. A ação que ocorre em todo o Brasil, na Capital também foi marcada por movimentos sociais, sindicatos e grupos civis, que se encontraram na Praça do Rádio. De lá, com carro de som, o manifesto circulou pelo quadrilátero central, tomando várias quadras da Afonso Pena, 14 de julho e se encerrou onde começou, com cerca de 2 mil pessoas.

A manifestação foi pacífica, com palavras de ordem contra o presidente da República, chamado do já habitual  ‘genocida’, acrescido de delinquente, negacionista e até psicopata. Contudo, houve um momento de que a cavalaria da Polícia Militar ‘atacou’ manifestantes. Anteriormente, a Frente Fora Bolsonaro pediu nas redes sociais, que o protesto fosse pacifico e que os manifestantes respeitassem algumas recomendações como utilizar máscara de proteção N95 ou PFF2, levar álcool em gel 70% e respeitar o distanciamento social para evitar a disseminação do vírus da covid-19. Mas, onde se junta gente, há aglomeração, e aconteceu aproximação entre manifestantes, mas que todos usavam mascara.

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A estudante Agnes Viana, 34 anos, uma das organizadoras do ato, discursava por medidas mais efetivas contra a pandemia, como um lockdown de verdade. Ela, como a maioria, chama o atual governo de Genocida e sem qualquer planejamento. “Deveria haver fechamento, que já deveria ter sido feito ou a que se fazer. Mas, com esse governo federal não há nada. Esse governo significa genocídio em massa. Deveríamos parar, mas com uma política de renda para que o trabalhador não passe fome, como a volta do auxílio mínimo de 600 reais”, fala a estudante.

Já o conhecido Jaime Teixeira, presidente da maior organização sindical de MS, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), é incisivo. “A democracia brasileira não merece o que está acontecendo. O Brasil foi a fundo do poço do esgoto. Bolsonaro é um ‘psicopata’, ‘negacionista’, o maior genocida do Brasil. Precisamos de uma vacinação séria, hoje mais de 180 milhões de brasileiros não foram imunizados”, ataca.

Imagens na rua 14 de julho, coração do centro comercial da Capital (vídeo de Jornalista Eber Benjamin)

O presidente da CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores de MS), disse que a organização avaliou que o movimento tinha 3 mil pessoas na passeata, sendo a declaração oficial da organização.

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Ataque da Cavalaria

A cavalaria da Polícia Militar atacou manifestantes contra o governo de Jair Bolsonaro, que realizavam protesto na avenida Afonso Pena, no centro de Campo Grande. A atitude foi oposta ao dia do manifesto a favor do presidente.

Segundo soldados, o objetivo da cavalaria foi ‘abrir a esquina’ para a passagem de veículos. Só após a ação truculenta da cavalaria que agentes de trânsito chegaram ao local para controlar a movimentação. Houve troca de insultos entre manifestantes e motoristas.

A ação foi no início do movimento, em caminhada, por volta das 10h30, quanda a cavalaria da PM avançou contra os manifestantes na esquina da rua Pedro Celestino. Uma criança com os pais e até equipe da imprensa quase foram atingidas pelos animais.

Campo Grande também vai as ruas contra Bolsonaro 'genocida' e por mais vacinas
Fotos: Eber Benjamim
Campo Grande também vai as ruas contra Bolsonaro 'genocida' e por mais vacinas

Fotos abaixo Vagner Silva – manifestante que enviou Via WhatsApp

Campo Grande também vai as ruas contra Bolsonaro 'genocida' e por mais vacinas
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