PONTA PORÃ

Antes de ser morta por militar da Aeronáutica, Natalin contou para avó sobre agressões

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Tamerson passa por audiência – Foto: Stephanie Dias,

Vítima foi morta asfixiada pelo marido
| Midiamax

Acontece nesta segunda-feira (6) audiência sobre o feminicídio de Natalin Nara Garcia Freitas Maia, de 22 anos, morta pelo marido, segundo sargento militar da Aeronáutica Tamerson Ribeiro Lima de Souza, 31 anos. Em depoimento, familiares relataram episódios de agressões e o medo que a vítima sentia do marido.

Avó de Natalin relatou que no final de 2021, a jovem pediu para dormir com ela e, naquela noite, confidenciou que o casamento não ia bem. “Ele está me maltratando, me machucando, tenho medo”, teria dito Natalin para a vó. Ainda segundo a testemunha, a neta contou que, se prestasse queixa, Tamerson a mataria.

A mãe afetiva da jovem também foi ouvida na audiência e contou que o casal se conheceu por um aplicativo de relacionamento. Porém, a família passou a presenciar muitas brigas. “Viviam um mês bom e o resto brigando”, disse. Para ela, o casal não combinava e Natalin também teria agredido Tamerson.

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Segundo a familiar, teria ocorrido uma  por parte de Natalin, mas que isso nunca chegou a ser objeto de discussão. No dia do assassinato, Tamerson teria ligado para a sogra, dizendo que Natalin tinha saído de casa e que não sabia onde ela estava. Ele, inclusive, chorava muito ao telefone, dizendo ainda que a jovem estava usando drogas.

Militar é réu pelo feminicídio

Militar está preso pelo feminicídio
Tamerson está preso pelo feminicídio da esposa (Facebook/Arquivo)

No dia 7 de março, Tamerson se tornou réu pelo feminicídio de Natalin Nara. O crime aconteceu na madrugada do dia 4 de fevereiro, na residência do casal, na Rua Dorothea de Olvieira, no Residencial Oliveira.

Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Tamerson e Natalin conviviam maritalmente há quatro anos e tinham uma filha. Naquele dia, a vítima chegou em casa de madrugada e o casal teve uma discussão, quando Tamerson estrangulou a esposa com os braços, em um golpe de ‘mata-leão’.

Natalin foi morta por asfixia mecânica. A filha do casal esteve na residência todo o tempo, durante o crime. Tamerson então enrolou o corpo da esposa em um lençol e colocou no porta-malas do carro. Na manhã seguinte, ele ainda levou a filha de apenas 4 anos para a escola, com o corpo da mãe no veículo.

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Depois, dirigiu até a Rodovia BR-060, onde desovou o corpo da esposa em um matagal. Ele foi denunciado pelo feminicídio qualificado pelo motivo torpe, na presença de descendente e emprego de asfixia, além da ocultação de cadáver. A denúncia foi recebida pelo  Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Foi designada audiência para ouvir testemunhas de acusação para o dia 19 de abril. Tamerson está preso na Base Aérea de Campo Grande desde o dia 6, quando foi detido em  após o corpo de Natalin ser encontrado.

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