PONTA PORÃ

Mara Gabrilli é oficializada como vice de Simone Tebet

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Senadoras formarão chapa 100% feminina

 

 

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi oficializada como candidata à vice-Presidência na chapa de Simone Tebet (MDB) para a corrida à Presidência da República. O nome da senadora foi anunciado nesta terça-feira (2), em um evento na sede do diretório estadual do PSDB, em São Paulo.

Pesquisas qualitativas feitas pela campanha do MDB mostraram que uma chapa com duas mulheres seria um diferencial.

– Esta é uma candidatura que me representa e nos representa – disse Bruno Araújo, presidente do PSDB.

Tasso Jereissati (PSDB-CE), que era um dos cotados para a vaga, manifestou apoio à campanha e teceu elogios a Gabrilli, primeira pessoa com deficiência a disputar o cargo.

– Poucos homens ou nenhum tem a mesma capacidade e força de superação. Ela traz para nossa campanha, de brutalidade, violência e ódio, a mensagem que o amor e a docilidade da mulher podem mudar este país. Precisamos de gente que possam unir o país; e dificilmente poderíamos apresentar uma chapa que melhor poderia representar este país – declarou Jereissati.

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O presidente do MDB, Baleia Rossi, também discursou e classificou a chapa como “completa e inclusiva”.

– Não adianta ter discurso de pacificação nacional, não adianta a gente fazer um apelo por paz nas eleições contra essa política do ódio, que divide brasileiros. Precisamos e esperamos dos nossos governantes exemplos (…). Trabalhamos para apresentar para o Brasil uma chapa completa, inclusiva, que respeita a todos e que vai mostrar que a educação é uma característica do brasileiro – assinalou.

Mara Gabrilli sofreu um acidente de carro em agosto de 1994, e desde então não tem mobilidade do pescoço para baixo. Em 1997, fundou o Instituto Mara Gabrilli, uma ONG para fomentar pesquisas científicas destinadas à cura de paralisias e atuar no desenvolvimento social de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

Em 2018, foi eleita senadora por São Paulo com 6,5 milhões de votos. No mesmo ano, tornou-se a primeira brasileira a integrar o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU).

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*Com informações da AE

 

 

 

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